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Quando tanto se fala em democratização da cultura, vêm o Paulo Scott e Fabio Zimbres e oferecem, em paredes de livrarias e botequins, "Na TáBUa", uma maneira inteligente e provocativa de divulgar literatura. Ah, se tivéssemos algumas dezenas de iniciativas como essa, sem dúvida seríamos mais felizes, todos. Com certeza.
Luiz Ruffato

Acho que o "Na TáBUa" é uma daquelas invenções com o brilho da simplicidade. Como projeto de divulgação artística (e aí todas as armas são boas, um copo d'água no deserto), bota a literatura em cartaz de um jeito original e eficiente.
Marçal Aquino

Tudo que coloque a literatura no mundo, para o maior número de pessoas, merece ser louvado. O que dizer então de um projeto bacana como o "Na TáBUa, edição caprichadíssima, lindamente ilustrado? Para o escritor é uma alegria ver seu texto bebendo por aí, na maior estica. Para o leitor, um petisco saborosíssimo.
Ivana Arruda Leite

Literatura vertical, ereta, túrgida. Cartazete: cabeça batida na parede, prosa em brasa disputando espaço com as fogosas da Brahma.
Nelson de Oliveira

O "Na TáBUa" é uma daquelas idéias tão simples e boas que pode levar muito tempo pra alguém tê-las. Surpreender com literatura e ilustrações gente desavisada que está passeando o olhar por mesas e paredes procurando uma inspiração, uma epifania ou uma distração. Foi uma honra ter sido convidado para participar da primeira leva de cartazes do projeto do Paulo Scott e do Fabio Zimbres, e já tive a oportunidade de ver meu conto sendo lido em bares e ruas de mais de uma cidade do país por pessoas que talvez jamais me leriam de outra forma.
Daniel Galera

"Na TáBUa" é um projeto sui generis: ao resgatar um tipo de atividade cultural extremamente combativa e militante, transmuta-se no atual, moderno, contemporâneo. Avança pelos cantinhos das grandes estruturas editoriais, atinge o leitor de forma direta, rápida, imediata, chacoalha a modorrência tão comum. Significa, portanto, que, mais do que uma boa iniciativa, é uma verdadeira Necessidade. A qualidade dos textos e a beleza gráfica fazem o resto. Resultado: uma idéia simples, com alto impacto visual e literário. Uma porrada no estômago e nas mentes.
Claudinei Vieira

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(...) A partir da semana que vem, por exemplo, você pode topar com ficção inédita de qualidade no muro de um boteco, na fila de espera de um restaurante baiano, no cinema ou na carcaça de uma van onde se vendem baguetes. Essas são algumas das "livrarias" onde estarão distribuídas as criações do "Na TáBUA". O projeto, que será lançado nesta quinta-feira, no bar Mercearia São Pedro, em São Paulo, literalmente coloca a literatura na parede. Criado pelo escritor Paulo Scott e pelo ilustrador e quadrinista Fabio Zimbres, o "Na TáBUA" publica a cada mês três cartazes, cada um com uma ficção curta na metade de cima e um desenho preenchendo o andar de baixo. (...)
Cassiano Elek Machado (A Folha de São Paulo)

O livro Ainda orangotangos é apenas um dos projetos do gaúcho Paulo Scott, 37 anos, um escritor e professor de Direito Econômico da PUC-RS que não pára de inventar maneiras de difundir sua ficção misturando-a a outros ingredientes. Com 22 contos e um CD de 22 faixas encartado na contracapa, Ainda orangotangos propõe uma literatura acompanhada de trilha sonora. O leitor-ouvinte é carregado por histórias cheias de gente ''capaz de poesia e brutalidade ao mesmo tempo'', como define o escritor Marçal Aquino na orelha do livro. O autor de O invasor recomenda cautela a quem vai ao encontro dos personagens de Scott, comparando a experiência a um passeio ''guiado por um cego através de campo minado''. (...) Outra aposta de Scott na linha cruzada entre escrita e música é o livro sobre a trajetória do De Falla, Não me mande flores, que ele está escrevendo para a Editora 34 em parceria com outro músico gaúcho, o jornalista Jimi Joe. Sua contribuição à biografia implica ainda noutro cruzamento: ficção e jornalismo. (...) responsável pela organização do evento Póquet: Ruído e Literatura - Escritores que Tocam, Músicos que Escrevem, que agrupou escritores, compositores, músicos e atores, na 49ª Feira do Livro de Porto Alegre, no final de 2003. (...) Agora Scott está envolvido com outro projeto, desta vez juntando escritores consagrados e estreantes. Com o nome de Na Tábua, trata-se de uma série de cartazes ilustrados por Fabio Zimbres, desenhista da finada revista cult Animal, cada qual estampando contos de três autores. A primeira leva será distribuída por cafés e livrarias e conta com textos inéditos de Daniel Galera, do próprio Paulo Scott e de Luiz Rufatto (autor de Eles eram muitos cavalos, que recebeu os prêmios APCA e Machado de Assis como melhor romance de 2002).
Cecília Giannetti (Jornal do Brasil)

(...) o escritor Paulo Scott e o desenhista e cartunista Fabio Zimbres criaram o projeto Na Tábua, para edição mensal de três cartazes mesclando literatura e artes gráficas. Nos próximos dois anos e meio, serão distribuídos, em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, cartazes com contos inéditos e curtos na parte superior e desenhos embaixo, sempre em preto-e-branco. (...)
Rachel Bertol e Cecília Costa (O Globo)

Vem do Rio do Grande do Sul a proposta de circulação de literatura e artes visuais por cartazes que serão distribuídos mensalmente em livrarias, cafés e espaços culturais de cinco capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Idealizado pelo escritor Paulo Scott e pelo editor, cartunista e ilustrador Fabio Zimbres, o projeto "Na Tábua" terá lançamento nacional nesta quinta-feira, às 20h, na mercearia São Pedro, Vila Madalena, em São Paulo. Scott conta que a origem do "Na Tábua" está num outro projeto realizado com muito sucesso em Porto Alegre, que unia literatura e música, intitulado "Póquet: Ruído e Literatura - Escritores que Tocam, Músicos que Escrevem". O êxito da iniciativa se estendia ao cartaz do evento, produzido por Zimbres, que chegava a ser reservado pelas pessoas nos locais em que eram afixado. Programado para dez ediçSes, o "Póquet..." encerrou seu ciclo. "Na sequência, eu pensava num projeto que veiculasse literatura em cartazes e, conversando com o Fabio, chegamos a esse formato do `Na Tábua'", diz o escritor. A proposta é uma edição mensal de três cartazes trazendo contos curtos e desenhos com livres interpretações desses textos. "Vamos trabalhar com autores conhecidos e desconhecidos, sem abrir mão da qualidade", explica Scott. (...)
Júlio Assis (O Tempo, Belo Horizonte)

Hoje à noite tem lançamento de um dos projetos mais legais dos últimos tempos. Forjado aqui, o Na Tábua estréia na Mercearia São Pedro, em plena Vila Madalena, São Paulo. A idéia é do escritor Paulo Scott e do artista gráfico Fabio Zimbres: imprimir três cartazes por mês, cada um com uma ilustração e um texto inédito, e colá-lo em paredes e murais de Porto Alegre, São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Curitiba. Além do duo de criadores, integram a edição de estréia do projeto os escritores Daniel Galera e Luiz Ruffato. Para quem sentiu o déjà vu, explica-se: o Na Tábua é inspirado nos belos cartazes do Póquet, evento literário capitaneado por Scott, Flu e Zimbres até o ano passado.
Eduardo Nasi (Zero Hora)


Não é ofensa dizer que o artista plástico e quadrinista gaúcho Fabio Zimbres e o escritor Paulo Scott estão produzindo para as paredes. Até porque é isso mesmo que eles estão fazendo. A dupla idealizou e está pondo em prática o Projeto Na TáBUA, cartazes com contos inéditos ilustrados (...) O Na TáBUA já tem 30 edições previstas. A cada mês, serão impressos três cartazes tamanho A3 - cem exemplares de cada - com um conto de Scott, ilustrações de Zimbres e participações de escritores e ilustradores convidados. A primeira edição traz, além de um conto de Scott -, que já publicou os livros Ainda Orangotangos e Histórias Curtas para Domesticar as Paixões dos Anjos e Atenuar os Sofrimentos dos Monstros - histórias de Daniel Galera (de Até o Dia em que o Cão Morreu) e de Luiz Ruffato, escritor de As Máscaras Singulares e Eles Eram Muitos Cavalos. (...) Ao fim das 30 edições, mais de dois anos de publicação regular, a idéia dos artistas é reunir todos os cartazes em livro. - Muito se falou que era uma manifestação underground ou contra o mercado literário. Não é nada disso, tanto que a maioria dos participantes já tem coisas publicadas. Estamos querendo fazer uma coisa legal em um veículo novo - comenta Zimbres. O Na TáBUA teve origem em saraus literários produzidos pelo próprio Scott, o projeto Póquet. Foram 10 encontros que misturaram jam sessions com leituras e performances em bares da Capital. Os shows eram anunciados por cartazes produzidos por Zimbres com textos de Scott. - O pessoal passava nos lugares pedindo o cartaz para levar para casa. Foi então que surgiu a idéia do projeto - conta Scott.
Carlos André Moreira
(Zero Hora)


Na Tábua, uma iniciativa que junta imagens e literatura, é muito bem-vinda, no sentido de expor em espaços públicos peças literárias curtas e ilustrações, à disposição tanto de leitores quanto de leitores em potencial. Trata-se de cartazes em formato duplo-ofício, com edição mensal, contendo contos curto, na parte superior e desenhos na parte inferior. A impressão é em preto e branco e as obras estão sendo afixadas em livrarias, cafés e espaços culturais. (...) A idéia partiu dos gaúchos Paulo Scott, escritor (autor dos livros Ainda orangotangos, da Livros do Mal, 2003, e Histórias curtas para domesticar as paixões dos anjos e atenuar os sofrimentos dos monstros, Sulina, 2001) e Fábio Zimbres, artista gráfico (editor, cartunista e ilustrador; Revista Animal, Edições Mini-Tonto, Caderno Ilustrada de A Folha de São Paulo). (...) A idéia básica defendida pelos organizadores é, além da satisfação da coisa em si, a possibilidade de misturar meios, porém com um cuidado artesanal. Eles dizem não querer ficar na contramão das publicações eletrônicas; querem existir como uma alternativa para a veiculação dos novos nomes e estilos, tanto literários como de ilustração.
César Fraga (Jornal Extra Classe)

 
os escritores disseram :
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a imprensa disse :









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